segunda-feira, 4 de julho de 2016

Realizado pelo Instituto de Embalagens, Painel aponta tendências sentidas na Drupa

A embalagem ganhou importância única na Drupa 2016, com uma diversidade de soluções e a relevância dos acabamentos, que tanto valorizam o produto no ponto de venda. É o que afirmou Assunta Napolitano Camilo, diretora do Instituto de Embalagens, em sua palestra Highlights Gerais da Drupa, no Painel Drupa, realizado pela entidade, no último dia 28 de junho, em São Paulo.  O evento reuniu 160 profissionais.

Com o tema Toque o Futuro, a Drupa, maior feira de impressão do mundo, aconteceu de 31 de maio a 10 de junho, em Düsseldorf, na Alemanha. Os destaques da feira, segundo Assunta, é a impressão digital e o 3D, print 4.0 e a embalagem.  A diretora do Instituto de Embalagens visita a Drupa desde 1990, nesta época, a embalagem não tinha relevância. 

“Isso começou a mudar em 2008, quando foi realizada a primeira Drupa Cube, com um dia de palestras dedicadas à embalagem”, diz. Este ano, o Touch Point Packaging foi o ponto alto da Drupa 2016. “O espaço reuniu 24 expositores, além de palestras e exposições. O Instituto de Embalagens realizou palestra e lançou os livros bilíngues Embalagens de Papelcartão e Embalagens Flexíveis”.

Novidades para o segmento de papelcartão. Assunta destacou a tecnologia de corte a laser da Highcon que permite personalizar as caixas, que viram verdadeiros presentes,  como o uso de rendas. “A KBA está desenvolvendo uma impressora digital em cooperação com a Xerox, que deve ser lançada no final deste ano. Já a impressora off set para impressão direta em micro-ondulado a partir de configuração já está disponível para o mercado”.

Segundo Assunta, este ano, as empresas chinesas marcaram presença com exposição de máquinas de impressão de grande porte com resultados surpreendentes. 

Antonio Andrade, coordenador do Núcleo de Embalagens Flexíveis e Processos do Instituto de Embalagens, falou sobre Conversão de Embalagens Flexíveis.  Segundo ele, a Drupa enfatizou a alta tecnologia, destacando o nível de automatização das máquinas, a eletrônica embarcada e a alta informatização, como o uso do conceito de cloud computing (computação em nuvem), que permite acessar dados em qualquer lugar do mundo.

“A impressão offset rotativa para embalagem surgiu como uma alternativa eficiente aos processos já existentes, como rotogravura, flexografia e offset plana”, afirma Vitor Dragone, diretor-geral da Goss International. Ele ressaltou as vantagens desta tecnologia: a chapa offset custa 10% do custo da chapa de flexografia e rotogravura; versatilidade para trabalhar com pequenas, médias e longas tiragens; flexibilidade para operar com diferentes tipos de secagem e diferentes linhas de acabamento online e offline.

Walter Ingham, gerente de produto Komori do Grupo Furnax, destacou a tecnologia Lithrone GX40RP.  “Uma tecnologia muito interessante para o segmento de embalagens de perfumes e chocolates”, salienta o executivo. Trata-se de uma impressora offset de alta qualidade que imprime frente e verso em uma única passada, sem reversão, com grande estabilidade e curto tempo de acerto. Este equipamento se destaca por ter apenas uma pinça, o que garante grande economia de papel, pois não precisa das margens no topo, em baixo, à esquerda e à direita que são necessárias em máquinas com reversão.

Segundo Vlamir Marafiotti, gerente de vendas pré-impressão da Agfa Graphics, as tendências na indústria gráfica apontam para o aumento da qualidade de impressão e redução e otimização do tempo no processo produtivo, além de redução dos custos de produção, normalização e automatização do ciclo de produção para reduzir o desperdício. “As gráficas e os birôs devem se juntar para conseguirem ser competitivos no mercado”, acrescenta.

O tema da palestra de Rodrigo Yamaguchi, gerente de desenvolvimento de novos negócios para a América Latina da Dupont Brasil, foi Embalagem como Ferramenta de Venda e Proteção Por Meio da Impressão de Impacto. O executivo destacou a tecnologia Cyrel® Easy para impressão de embalagens flexíveis. Segundo ele, a solução simplifica o processo de pré- impressão, melhora a qualidade de impressão, além de reduzir o impacto ambiental.

Ele também destacou a tecnologia Izon desenvolvida para combater a falsificação de produtos de alto valor agregado. “Utiliza holografia avançada, com vários elementos em 3D, o que torna o produto infalsificável. Também oferecemos as ferramentas de leitura, como escaner do QR Code, que leva ao website do produto para confirmar a autenticidade do produto”, exemplifica.

Reginaldo Iwase Otsu, gerente de marketing da divisão de laminados para a América Latina da Alcoa, falou sobre a proposta de valor do alumínio para embalagens. O material, segundo ele, oferece barreira à umidade, a luz, ao oxigênio, além de ser atóxico e de fácil moldabilidade. “Também pode ser composto com outros materiais de embalagens, como longa vida e flexíveis”. Ele ressalta outro uso do alumínio no segmento de vinhos. Alem da praticidade, a tampa de rosca favorece a conservação do aroma e do sabor da bebida. “A solução evita o desperdício, já que a tampa de alumínio não permite a entrada de ar na garrafa, ou seja, o vinho não estraga”.


O evento foi patrocinado pelas empresas: Agfa, Alcoa, DuPont, Furnax e Goss International, além de apoio do CNI e de inúmeras entidades do setor.

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