terça-feira, 19 de março de 2013

HP e Samsung anunciam oferta de impressão móvel

Dispositivos móveis da Samsung imprimem diretamente para uma impressora HP
A HP anuncia a oferta de impressão integrada a alguns dispositivos móveis da Samsung. A partir de agora os usuários podem imprimir diretamente em cerca de 180 modelos de impressoras jato de tinta e laser da HP.
A parceria demonstra o investimento e a liderança contínuos da HP em impressão móvel, satisfazendo uma necessidade comum entre os usuários de hoje em dia:  impressão sob demanda, personalizada e de qualquer lugar.
Diferente dos aplicativos de impressão móvel disponibilizados no mercado atualmente, a nova solução integrada da HP com a Samsung não requer ferramentas, drivers ou configurações de rede, tornando a impressão móvel simples e conveniente. Além disso, é uma das únicas soluções que oferece opções de impressão sofisticadas, como impressão dúplex, colorida, tipo e orientação de papel. Com estes recursos, a impressão móvel economiza tempo e facilita o cotidiano do usuário.
A ferramenta de impressão é compatível com o lançamento do Samsung, o GALAXY S 4 e estará disponível como uma atualização de firmware para o Samsung GALAXY S III e Note II, ativando a compatibilidade de impressão sem fio, integrada.
Os usuários podem imprimir de duas formas: automaticamente, conectando o seu dispositivo  Samsung e a impressora HP na mesma rede Wi-Fi ou usando a tecnologia HP via impressão direta sem fio. (1)
“Os clientes continuam buscando maneiras de imprimir dos seus smartphones e tablets”, afirma Stephen Nigro, Vice-Presidente Sênior, HP Inkjet e Printing Solutions and Graphics Solutions Business, Printing and Personal Systems Group. “Essa parceria com a Samsung é o mais recente exemplo de como a HP facilita a impressão dos seus arquivos, não importando onde você está.”
A solução de impressão da Samsung é o mais recente recurso do portfólio de impressão móvel da HP que também inclui o HP ePrint.
A solução de impressão integrada trabalha em três etapas:  escolha do documento, foto ou página da web; (2) seleção da impressora e o acionamento do botão imprimir. A solução integrada também oferece opções de impressão adicionais para os usuários, incluindo: número de cópias, tamanho do papel, orientação, tipo de papel, modo de cor, impressão em frente e verso e status da conclusão do job.
A solução de impressão é compatível com cerca de 180 modelos de impressoras HP em todo o portfólio de jato de tinta e laser. (3)
O botão de impressão integrado está disponível em aplicativos originais da Samsung, incluindo: Email Client, Android Browser, Photo Gallery, Contacts, S Note e Polaris Office.

GRAPHPRINT do mês de março mergulha no mundo web to print





ABTG Certificadora transfere para 29 de abril curso de Interpretação dos requisitos da norma ISO 9001:2008 – sistema de gestão da qualidade

Com carga horária de 8 horas, o curso será ministrado por Márcia Biaggio
A ABTG Certificadora anunciou que transferiu para o dia 29 de Abril, o curso “Interpretação dos Requisitos da Norma Iso 9001:2008 – Sistema de Gestão da Qualidade”, das 9h às 18h, na sede da ABIGRAF (Rua do Paraíso, 529  – Paraíso – São Paulo – SP).
De acordo com a ABTG Certificadora, o curso, que será ministrado pela consultora e especialista Márcia Biaggio, é direcionado para profissionais que pretendem adquirir ou aperfeiçoar seu conhecimento e interessados em aprender a utilizar a norma, também como profissionais envolvidos direta ou indiretamente nos diversos processos da organização, não importando o nível hierárquico.
A ABTG certificadora informou também que o investimento é de R$ 290 para associados da ABIGRAF/ ABRAFORM / ABIEA / SINGRAFS / ABRO e R$ 390 para não associados.
Informações e inscrições por meio do telefone (11) 2618-2024 ou pelo e-mail comercial@abtgcertificadora.org.br

AlphaGraphics lança concurso cultural “Poesia Todo Dia”

Diversos poetas não têm poesias suficientes para compor um livro por conta própria, mas têm o sonho em ter a poesia publicada. Com o objetivo de ajudar estes autores a superar este desafio, a AlphaGraphics lança o concurso cultural “Poesia Todo Dia” através do agBook (www.agbook.com.br), sua divisão de livros sob demanda e publicação gratuita.
O projeto baseia-se na construção coletiva e colaborativa de um livro de poesias que será publicado e vendido no agBook. A participação é livre, tanto para os mais de 1 mil poetas que já fazem parte do agBook como para qualquer pessoa que queira ver sua poesia publicada. Vale também para autores com pseudônimos. Os interessados em participar do concurso cultural “Poesia Todo Dia” devem enviar suas poesias para a AlphaGraphics por meio do hotsite www.poesiatododia.com.br.
As poesias serão avaliadas pela comissão julgadora da AlphaGraphics, que selecionará os melhores textos. Ao final do concurso, o livro será colocado à venda no agBook e os direitos autorais obtidos com suas vendas serão revertidos à APAE DE SÃO PAULO, cujos alunos farão parte do manuseio das obras.
É importante lembrar que todos os livros publicados no agBook só são impressos depois de vendidos, evitando o desperdício de papel. Lançado há cerca de três anos com o intuito de derrubar a barreira econômica e cultural que existe no país para a publicação de novos livros, o agBook já reuniu mais de 20 mil autores, que saíram do anonimato para assumir controle de suas obras com total independência.

Campanha de doação de livros para a biblioteca do campus Guarapuava (PR)

De 11 a 21 de março acontece no Campus Guarapuava um projeto cultural com a campanha de doação de livros para a Biblioteca e apresentações artísticas.
O projeto visa coordenar e organizar as adesões e coletas de livros de literatura em todo o Câmpus. A campanha, realizada pelos acadêmicos membros da Associação Atlética Acadêmica de Engenharia – 28 de Fevereiro e do curso de Tecnologia em Sistemas para Internet, com a participação dos calouros, tem a coordenação da Biblioteca e do NUAPE, tendo como ponto de coleta a biblioteca.
Haverá um evento de encerramento da campanha com apresentações artísticas no dia 21 de março em 2 horários diferentes (manhã e noite) com a entrega formal das obras para a Biblioteca do Câmpus pelos acadêmicos.
Quem deseja contribuir com a doação de obras literárias poderá procurar o Departamento de Biblioteca até 21/03/2013. Mais informações pelos telefones (42) 3621-6860 e (42) 3621-6858.

Templo do livro, modelo em xeque

Fonte: O Estado de S. Paulo - 22/02/13
Bibliotecários do Reino Unido ficaram em polvorosa com uma recente declaração do escritor inglês Terry Deary. Autor de obras infantis e juvenis, publicadas inclusive no Brasil, ele disse: "As bibliotecas tiveram seu momento. Elas são uma ideia vitoriana e estamos na era digital. Ou mudam e se adaptam ou deverão ser fechadas. Muito da chiadeira atual é sentimentalismo". A realidade de seu país em crise, onde as bibliotecas sofrem com corte de verba e encerramento de atividades e brigam com editoras pela questão do empréstimo de e-books, é bem diferente da brasileira.
Aqui, a briga é para zerar o déficit de bibliotecas. De acordo com o Censo Nacional de Bibliotecas Municipais, de 2010, 20% das cidades não contam sequer com uma sala de leitura. O dado é ainda mais preocupante nas escolas públicas. O Censo Escolar mostrou que 72,5% ficam devendo esse espaço para seus alunos - existe uma lei que determina que até 2020 essa questão seja resolvida. Outro desafio é a conquista de novos leitores. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, 75% dos brasileiros jamais pisaram numa biblioteca. O mesmo levantamento mostrou que 20% dos entrevistados frequentariam uma, se houvesse livros novos. Mas nada convenceria 33% a fazer isso.
"A biblioteca não é um organismo à parte na constituição de uma sociedade: a biblioteca é reflexo dela e responde a ela. Por isso é que temos tão poucas bibliotecas no Brasil", comenta Maria Antonieta Cunha, especialista no assunto e desde 2012 à frente da Diretoria do Livro, Leitura e Literatura, órgão subordinado à Fundação Biblioteca Nacional. Mas o Brasil é, claro, um país grande e desigual, e também no que diz respeito ao acesso a livros vive, simultaneamente, passado, presente e futuro. Enquanto uns correm para resolver essas questões básicas e urgentes, outros veem o momento em que será possível emprestar um livro digital de uma biblioteca e lê-lo no e-reader, tablet ou celular.
Isso ainda está distante das bibliotecas de obras gerais - algumas oferecerem livros em domínio público para download, mas isso é simples. É, porém, realidade para estudantes da FMU (SP), Universidade de Passo Fundo (RS) e Cândido Mendes (RJ), entre outras, que usam o serviço da Minha Biblioteca, uma plataforma criada por editoras concorrentes, mas que se uniram para desbravar esse mundo novo.
Participam do consórcio quatro das cinco maiores do segmento CTP (Científico, Técnico e Profissional): Saraiva, Atlas, Grupo A e Grupo Gen. São 4 mil títulos e 2 modelos de negócios. No primeiro, a instituição de ensino paga à Minha Biblioteca um valor mensal por aluno para que eles possam ler, quando quiserem e ao mesmo tempo, todos os títulos do acervo. No segundo, disponível a partir de abril, a universidade escolhe quais títulos e quantos exemplares deseja adquirir. Se optar por cinco exemplares de determinado e-book, por exemplo, apenas cinco alunos poderão emprestá-lo simultaneamente, tal qual acontece com o livro físico.
Quando foi criada, há 18 meses, a Minha Biblioteca já tinha concorrente: a Biblioteca Virtual Universitária, do grupo Pearson que agora conta com a parceria da Artmed, Manole, Contexto, IBPEX, Papirus, Casa do Psicólogo, Ática e Scipione. Lá, são 1.400 títulos. A Companhia das Letras, que pertence ao grupo Pearson, também está no projeto. Mas não oferece seus títulos, e sim obras em domínio público.
O impasse é que, fechando com a Minha Biblioteca ou com a Biblioteca Virtual Universitária, seus estudantes só terão acesso aos livros das editoras participantes, restringindo o uso de uma bibliografia completa e diversificada. Ideal seria que as instituições tivessem as próprias plataformas e unificassem os catálogos das editoras. Mas elas se ocupam hoje de preparar seus e-books para difundir a produção de pesquisadores e alunos. Quem quiser lê-los, basta fazer o download e já ganha o arquivo. Ou seja, uma operação um pouco diversa do empréstimo de um livro. O modelo é incipiente, mas os números da editora Unesp são animadores. Desde março de 2010, quando criou o selo digital Cultura Acadêmica, já publicou 137 títulos exclusivamente em formato digital e registrou mais de 299 mil downloads. Enquanto isso, nos Estados Unidos, Robert Darnton, diretor da Biblioteca de Harvard, e sua equipe acertam os últimos detalhes da inauguração, em abril, da gigante Biblioteca Pública Digital Americana.
De volta ao Brasil, há ainda universidades e escolas que dão tablets aos alunos - caso da Estácio de Sá. A parceria para conteúdo é da Pasta do Professor, projeto criado pela Associação Brasileira de Direitos Reprográficos para coibir as cópias, e que tem a adesão de várias editoras.
A questão da remuneração é apontada por editores como um dos principais entraves para que o empréstimo de e-book para o público em geral tenha seu início no Brasil. Este é um problema que ainda não foi resolvido nos Estados Unidos e Reino Unido. Quando muito usado, o livro físico é substituído por um novo, comprado da editora. A duração de um e-book é indefinida. Por isso, os preços do produto são mais altos. Um lançamento em e-book pode custar às bibliotecas de US$ 65 a US$ 85, pelo menos quatro vezes mais do que as livrarias vendem ao consumidor.
O imbróglio é acompanhado por casas brasileiras de fora do segmento CTP, e editoras - como a Companhia das Letras, Intrínseca, Leya e as que integram a Distribuidora de Livros Digitais (DLD), entre as quais Record e Objetiva - ainda não se mobilizam pela causa. "Não temos planos imediatos para oferecer serviços de empréstimo, mas sabemos que é uma questão de tempo", diz Roberto Feith, presidente da Objetiva e do conselho da DLD. Ele conta, porém, que a distribuidora já levantou modelos operacionais e financeiros de negócio desenvolvido pelas principais editoras globais. "Existem modelos bastante diferentes entre si, mas ainda não há um consenso ou modelo predominante. Vamos observar essa evolução para, eventualmente, escolher a melhor solução para nosso mercado", diz. Ao seu lado nessa investigação está a Pasta do Professor.
Editoras assistem e esperam, e livrarias se agilizam. "Não podemos falar muito agora, mas certamente está no radar da Cultura oferecer serviços desse porte com a Koko. Estamos estudando", adianta Rodrigo Castro, diretor comercial da Livraria Cultura. É um projeto "para o ano", e deve incluir o aluguel da obra toda ou de capítulos. Com essa iniciativa, a Cultura dá um passo para o futuro ao mesmo tempo em que retorna às suas origens - foi emprestando livros que Eva Herz começou o negócio da família. A Saraiva, que tem o know-how do aluguel de filmes pela internet, também estuda o caso.
Enquanto isso não se realiza, a Nuvem de Livros, criada pela Gol Mobile em 2011, segue como a única biblioteca virtual para leitores que querem acompanhar as novidades literárias. O problema é que ela se restringe a clientes da Vivo ou de alguns outros parceiros da empresa. Para ter acesso a cerca de 7 mil conteúdos - livros representam 80% do acervo -, o assinante paga em média R$ 4,99 por mês. Hoje, são 400 mil usuários, mas Roberto Bahiense, diretor de Relações Institucionais, acredita que até o fim do semestre a biblioteca terá 1 milhão de associados. Até lá, a rede de ensino de duas cidades brasileiras terá aderido ao projeto e dará senhas a seus alunos.
Quem também se beneficia de bibliotecas virtuais são as pessoas com deficiência, já que apenas 9% das bibliotecas do País têm livros acessíveis a elas. "Nossas quase mil teleaulas já estão em libras e o próximo passo é adotar o formato Daisy para livros", conta o diretor da Nuvem de Livros. ???Adotado pelo MEC, o Daisy é um modelo internacional em que o livro vem em CD com duas funcionalidades principais: a visualização em diferentes tamanhos e a narração do texto. "A popularização do e-book beneficia pessoas cegas e com baixa visão", comenta Susi Maluf, gerente-geral da Fundação Dorina Nowill.
Outro futuro
Nem só de tecnologia é feita a biblioteca do futuro. Uma grande discussão sobre seu papel e a função do bibliotecário e dos mediadores de leitura ganha espaço no Brasil, que emprestou da Colômbia o modelo de biblioteca parque, espaço comunitário de convivência em torno do livro. A pioneira no País é a de Manguinhos, aberta em 2010. Depois vieram a de Niterói e a da Rocinha, que estava agitada na sexta-feira véspera de carnaval: crianças corriam cantando pelos cinco andares do prédio, faziam fila para usar a internet, se esparramavam nos sofás para ver um filme. Enquanto isso, José Cleyton, de 15 anos, tímido, chegava para devolver os cinco livros que tinha emprestado e para escolher mais alguns. Ele é leitor novo - descobriu o mundo da literatura há seis meses, quando a biblioteca foi inaugurada e foi conferir a novidade com o irmão.
Apesar da insistência da mãe para que lesse mais e dos conselhos de um professor, que dizia que a leitura tornava as pessoas mais inteligentes, Cleyton, assim como muitos garotos de sua idade, achava chato ler. "Quando vi esse monte de livro pela primeira vez, fiquei muito impressionado. É tudo muito bonito. Se não fosse isso, ia ficar em casa e nunca ia saber que ler era tão bom", diz o garoto que vai descobrindo, a seu tempo, os títulos nas coloridas prateleiras. "Primeiro olho a capa para ver se o livro tem personalidade. Aí começo a ler o texto e o livro me personaliza", conta, encantado. Suas preferências? "Gosto de ler comédia e ação".
A falta de familiaridade de Cleyton com termos literários causaria estranheza a bibliotecários tradicionalistas, mas dá pistas de quem é - ou de quem poderia ser - a nova geração de frequentadores de biblioteca. Reflete também a filosofia do espaço que ele frequenta. "Nossas bibliotecas têm o livro como ponto de referência de conhecimento. Nelas, os usuários têm a possibilidade de ler um roteiro, participar de uma oficina de narrativas cênicas e de assistir ao filme. O desenvolvimento cultural fica mais fácil assim", explica Vera Saboya, superintendente da Leitura e do Conhecimento da Secretaria de Cultura do Estado do Rio. O modelo continua dando cria. Será inaugurada ainda este ano um outro exemplar no Morro do Alemão. E já está quase pronta a reforma da Biblioteca Pública do Estado, que reabre logo mais com essa nova filosofia. A ideia é ter ainda bibliotecas parque nas principais regiões fluminenses.
Construída onde antes era o presídio do Carandiru, a moderna Biblioteca de São Paulo completou esta semana três anos e já pensa em ampliar seus espaços para ter, por exemplo, mais salas de cursos. Lá, os visitantes podem usar os e-readers da instituição, mas a oferta de e-books é restrita à obras de domínio público. "Os e-readers não têm tanta procura como imaginávamos", conta Adriana Cybele Ferrari, coordenadora da Unidade de Bibliotecas e Leitura da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. "Muitos associam o futuro das bibliotecas com o livro eletrônico, mas o futuro é elas acontecerem de verdade como espaços de pessoas, de difusão, de reunião, de conhecimento", avalia.

Governo estimula e mercado editorial investe em obras

Fonte: Abrelivros - 21/02/13
Neste ano, pela primeira vez, o Ministério da Educação vai permitir às editoras inscrever livros didáticos totalmente digitais no Plano Nacional do Livro Didático (PNLD). O edital foi publicado no início de 2013 e deve ser concluído em 2015 com a compra de material didático para o Ensino Médio. Hoje, os conteúdos digitais são um complemento não obrigatório das obras físicas. A nova regra do edital reforça a estratégia do governo de digitalizar a educação pública brasileira, um mercado que movimentou mais de R$ 3,5 bilhões na aquisição e distribuição de obras didáticas nos últimos três anos.
A aquisição prevista para o PNLD 2015 é de cerca de 80 milhões de livros didáticos, que devem beneficiar mais de 7 milhões de alunos do Ensino Médio de 20 mil escolas de todo o País. A inscrição das obras em formato digital também não é obrigatória, mas pode se tornar uma vantagem competitiva. "Se as editoras não inscreverem conteúdos digitais, elas não serão excluídas, mas também podem não ser escolhidas", pondera Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL).
Atento às novas diretrizes, o mercado editorial tem feito investimentos milionários na produção de conteúdos didáticos digitais como vídeos, animações, simuladores, imagens e jogos para uso em sala de aula. Para Karine, da CBL, a inclusão de conteúdos digitais complementares no PNLD 2014 foi um primeiro empurrão. Com as inscrições das obras, o vice-presidente de comunicação da instituição, Hubert Alquéres, acredita que o Brasil caminha aceleradamente para a adoção de recursos digitais educativos.
De acordo com o edital do PNLD 2015, as editoras deverão garantir a infraestrutura para distribuição, pela internet, dos livros digitais e sua padronização para uso em dispositivos como noteboks e tablets.
Com investimento de 22 milhões de euros, o sistema de ensino Uno Internacional, do grupo espanhol Santillana, começa a atuar no Brasil neste ano letivo com conteúdos digitais especialmente feitos para tablets. A maior parte dos custos da empresa, que tem uma parceria com a Apple, foi na aquisição de 17.900 iPads. "Em 2013, investiremos R$ 20 milhões no aperfeiçoamento do nosso modelo, que conta atualmente com 71 mil alunos.
Pretendemos, até 2016, alcançar 320 mil alunos, inclusive em escolas públicas", disse Ricardo Rubio, vice-diretor da companhia.

A Editora Positivo pretende inscrever todas as suas obras também no formato digital no PNLD 2015. "Quando o governo sinaliza isso (a produção de conteúdos digitais), o mercado se move nessa direção", diz o diretor da empresa, Emerson Santos. "Como ele é o maior comprador, fomenta e traz para mesa essa demanda". Além disso, a empresa está trabalhando em novos formatos para celulares, como um curso da nova ortografia da língua portuguesa que deve ser lançado em março.
Investir em conteúdos digitais também é prioridade para a Pearson neste ano.
De acordo com Tadeu Terra, diretor de mídias e conteúdos digitais da empresa, o investimento nessa área tem crescido ano a ano - assim como o faturamento. "Estamos em uma fase de expansão devendas para o governo, e, no próximo PNLD, aumentaremos nossa participação", afirma o executivo.
O grupo britânico, que, em 2010, adquiriu por R$ 888 milhões os sistemas de ensino COC e Pueri Domus, da rede privada, e Name, da rede pública, pretende digitalizar todos os seus conteúdos até o final deste ano. Segundo Terra, a produção desse tipo de conteúdo multimídia é mais cara do que a do livro impresso. Mas o investimento inicial é compensado pela facilidade de distribuição e atualização do conteúdo. "O custo de impressão passa a não existir mais, e há uma maior praticidade no manuseio, no armazenamento e na atualização das informações", diz o consultor João Vianney, da Hoper Educação.
A editora FTD criou uma área específica para a produção multimídia e todas as obras impressas de disciplinas básicas de todos os níveis de ensino já são acompanhadas de conteúdo digital. "No PNLD 2014, por exemplo, envolvemos 200 pessoas na produção de conteúdos digitais, o que dá uma ideia da importância dessa indústria", afirma Fernando Moraes, gerente de inovação e novas mídias da empresa. Quase metade da venda de livros didáticos da editora é voltada ao governo.
A guinada digital pode afetar a receita do mercado de livros didáticos tradicionais, mas há um consenso de que, assim como em outras indústrias, a mídia impressa irá coexistir com a digital a médio prazo. "Essa mudança de cenário não será abrupta", afirma Sérgio Quadros, presidente da Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares. Segundo ele, as obras educacionais adquiridas são majoritariamente impressas, mas todas as escolas já pedem conteúdos digitais e os investimentos na área estão no foco das grandes editoras.