quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Acontece no mercado...

Opção de mídia 



A CWBag, empresa que veicula anúncios em sacos de papel, acaba de chegar a Curitiba (PR) para oferecer esse serviço a empresas dos mais variados setores. Os sacos de pão são recicláveis e biodegradáveis e a tinta utilizada na impressão dos anúncios é elaborada à base de água, com autorização da Anvisa.
Além disso, o material distribuído de maneira gratuita a padarias já cadastradas é interessante para o estabelecimento, que deixa de ter o custo da compra de seus próprios sacos, e também para os clientes, que terão acesso a informações e promoções de maneira simples e prática.
A divulgação em sacos de pão traz grandes vantagens ao anunciante: o baixo custo por unidade; o acesso às casas das principais classes sociais; e a possibilidade de atingir pessoas de uma região específica, seja um bairro, um distrito ou uma cidade.
Ao lado desses benefícios, há ainda a questão da veiculação da marca em um material completamente sustentável. Tendo em vista a preocupação atual com o meio ambiente, empresas conscientes ganham cada vez mais espaço na escolha da população.

Banca oferece jornal impresso na hora



Uma banca de jornais e revistas instalada em Estocolmo, na Suécia, é a primeira do mundo a contar com um sistema de impressão sob demanda .
Parecido com as gráficas, o mecanismo digital permite que os clientes escolham suas publicações, paguem o preço estabelecido, e, em dois minutos, levem as impressões para casa. Batizada de Meganews, a banca foi recentemente inaugurada na capital sueca. São oferecidas as principais publicações internacionais, e o pagamento é feito por meio de cartões de crédito ou débito.
Além de diminuir o uso do papel nas gráficas, a medida também dá um fim ao encalhe (jornais e revistas que sobram nas bancas e precisam ser devolvidos à editora), eliminando um sério prejuízo para o mercado editorial.
Fora isso, o Meganews dispensa transporte, reduzindo também as emissões de carbono. “É necessário reduzir os gastos causados por apenas uma cópia. Boa parte dos custos para as editoras estão relacionados à distribuição destes materiais”, diz Stefan Melesko, especialista do Media Economics.
Depois de serem compiladas em formato digital pelas editoras, as publicações são enviadas ao Meganews, que reproduz os elementos gráficos (como imagens e cores) com qualidade parecida a de impressoras digitais convencionais. O sistema também permite que o material seja atualizado ou alterado pela editora.
*Fonte: Gabriel Felix - Redação CicloVivo (www.ciclovivo.com.br)

manroland conquista prêmio 



No dia 15 de agosto, o Sindigraf/DF e a Abigraf/DF realizaram o 14º Prêmio de Excelência Gráfica Jorge Salim, no qual 28 categorias foram premiadas, entre elas a de Fornecedores Mais Citados na categoria Máquinas e Equipamentos de Impressão (Plana / Rotativa), cujo vencedor foi a manroland.
 O evento deste ano prestou homenagem ao inventor e gráfico alemão, Johannes Gutenberg (1398 - 1468), responsável pela invenção dos tipos móveis em metal, em 1439, aperfeiçoando a prensa tipográfica e possibilitando a mecanização do processo de reprodução gráfica.

Embalagens premium


Embalagens e materiais promocionais dos chocolates premium “Mendoá”, lançados recentemente no mercado, foram produzidos pela Mattavelli Gráfica e Editora com matérias-primas especiais atóxicas e inodoras aprovadas por órgãos nacionais e internacionais, como Cetea, FDA e Isega.
De roupagem sofisticada, assim como os chocolates, as embalagens foram produzidas em papel triplex 250g/m² com laminação fosca e detalhes em verniz UV com reserva e hot stamping ouro.
O verniz Opaque, criado e patenteado pela Mattavelli, é ecologicamente correto e biodegradável, proporciona o mesmo efeito da laminação fosca e custa até 50% menos. O papel almofada, aprovado por órgãos internacionais e nacionais de segurança alimentar, protege produtos delicados, preserva o sabor e impede a passagem de oleosidade e resíduos para a embalagem.

Fotobras recebe da Agfa o prêmio Valued Customer 2013 

A Fotobras recebeu recentemente das mãos de Cristhian Reinaudo, presidente mundial da Agfa, o prêmio Valued Customer 2013. O prêmio foi criado pela Agfa para distinguir seus melhores clientes mundialmente, sendo entregue um em cada continente.
A Fotobras foi a vencedora na America Latina. Os quesitos levados em consideração foram: parceria, lealdade, volume de compras, representatividade e, principalmente, competência da equipe.
A Fotobras é uma empresa brasileira fundada em 1974, com sede em São Paulo e filiais em Campinas (SP), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS). É considerada atualmente como a maior distribuidora da Agfa na área gráfica e comunicação visual.

Radar apurado aos nichos


A Congraf patrocinou a primeira edição do Prêmio ABIHPEC-Beleza Brasil, realizada no dia 8 de setembro, na Sala São Paulo, em São Paulo. O evento da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos tem apoio do Projeto Setorial Beautycare Brazil e é coordenado em parceria com a Apex-Brasil. 
A Congraf apoia o evento, pois acredita que iniciativas como essa estimulam o aperfeiçoamento e desenvolvimento do setor. “Sem dúvida, as premiações incentivam a indústria a buscar por contínuas melhorias em seus processos e desenvolvimentos no que diz respeito à sustentabilidade, inovação e qualidade”, afirma André Peres Victor, diretor comercial da Congraf.

Gráfica do Rio Grande do Sul possui a 1ª Heidelberg Speedmaster 52 (4 cores) com Prinect Easy Control da região

Há 22 anos, graças à visão empresarial dos irmãos Noschang, foi fundada a Gráfica Triangullo, na cidade Terra de Areia, no Rio Grande do Sul. Hoje, a gráfica está instalada num prédio próprio adquirido em 1997 com cerca de mil  metros quadrados, onde emprega 40 colaboradores.
A gráfica atua nos setores comercial, promocional e industrial, como ênfase no comercial devido ao perfil dos clientes da região. Recentemente, Roque e Eloi Noschang adquiriram a Speedmaster SM 52 quatro cores com um espectrofotômetro em linha Prinect Easy Control. O equipamento é pioneiro no Estado do Rio Grande do Sul.
“Optamos por essa máquina por se tratar de um equipamento dotado de uma tecnologia avançada e de fácil controle, como o próprio nome diz. O gerenciamento de cores, a rapidez graças aos softwares Prinect Signa Station, Prinect Pressroom Manager, Prinect Instant Gate e Prinect Color Assistant permitem que ela trabalhe integrada. O set up é rápido. Fazemos de 20 a 30 trocas diárias de trabalho e uma das vantagens que notamos é que ela satisfaz plenamente nas pequenas tiragens graças à sua total automação. A partir de 150 impressões vale mais a pena imprimir na SM do que na impressora digital”, diz Roque.
De acordo com a Heidelberg, após a implantação deste pacote (com o  espectrofotômetro em linha) é possível manter o gerenciamento de cores em todo o processo de pré-impressão e impressão. “O que já deu para notar é que a integração entre o CtP Suprasetter A75 com sistema interno e automático de furação de chapas Punch da Heidelberg com a SM 52-4 e os softwares Prinect SignaStation para montagem avançada e o Prinect Prepress Manager estão fazendo toda a diferença na qualidade e no ganho de tempo, restando ao impressor somente alimentar a máquina com o papel e sair imprimindo”, comemora Roque. 
Ainda de acordo com Roque, o equipamento aumentou a produção em 50%. “Outra detalhe é o consumo. A máquina precisa de 20 folhas para acertar a impressão e a chapa sai praticamente acertada do CtP”, argumenta Roque.

Internet estimula criatividade, mas afeta a escrita dos jovens, diz estudo

Internet, redes sociais e celulares conectados ajudam estudantes a melhorar a criatividade e a se expressarem melhor. Por outro lado, os jovens têm problemas na escrita, como a troca da linguagem formal pela informal, a cópia de textos publicados por outros autores e a dificuldade em ler e compreender textos longos ou complexos.
As conclusões fazem parte de um estudo divulgado pelo Centro Pew de Pesquisas de Internet. A pesquisa foi feita com 2.462 professores do Ensino Fundamental e do Ensino Médio nos Estados Unidos, em Porto Rico e nas Ilhas Virgens.
Entre nove habilidades de escrita avaliadas, os estudantes tiveram melhor desempenho em estruturar raciocínios ao escrever textos e em considerar diferentes pontos de vista na hora de tratar de determinado assunto.
Dos professores entrevistados, 96% afirmam que as ferramentas digitais permitem aos estudantes compartilhar o que escrevem com um grupo maior e mais variado de pessoas, enquanto 79% também apontam o aumento da colaboração positiva entre os alunos. O aumento da exposição do trabalho incentiva os jovens a investirem mais tempo e atenção no que escrevem.

NY Times vende Boston Globe*

O New York Times Company vendeu sua unidade New England Media ao Fenway Sports Group, do empresário John W. Henry. O negócio deve valer cerca de US$ 70 milhões, em dinheiro, à massa corporativa do grupo dos Sulzberger, que havia adquirido os títulos por US$ 1,1 bilhão em 1993.
A semanal Newsweek também foi vendida à International Business Times Media (IBT), o valor não foi declarado. Desde 2010 a revista pertencia ao Daily Beast, portal do grupo IAC, que a comprou do Washington Post por simbólico US$ 1. Abalada por históricos problemas financeiros, a revista só circulava nos EUA em formato digital desde janeiro deste ano. Em maio o IAC anunciou sua venda.

Crescimento publicitário

O anuário “As Melhores da Dinheiro”, publicação anual da IstoÉ Dinheiro, da Editora Três, completa dez anos e bate recorde publicitário. “Tivemos excelente aumento no número de anúncios. Em relação à edição passada crescemos 38% e ficamos 15% acima do orçado para 2013”, diz Ana Diniz, diretora de publicidade da Editora Três. 
Na edição os leitores conferem as mil companhias que mais se destacaram no ano passado num ranking organizado pelas categorias gestão financeira, inovação e qualidade, responsabilidade social, recursos humanos e governança corporativa.

Zanatto realiza novo workshop em Curitiba


A Zanatto Soluções Gráficas realizou no dia 8 de agosto mais um evento focado no segmento gráfico. Desta vez, gráficos de todo o Paraná e também de Santa Catarina, totalizando quase 70 participantes, compareceram ao auditório da sede da Sipeg / Abigraf – PR, em Curitiba, para ouvir e conhecer mais sobre tendências do mercado para as aplicações de pré-impressão, impressão e acabamento.
Foram apresentadas tecnologias representadas pela Zanatto no Brasil, bem como das parceiras manroland e Furnax, que apoiaram a realização do evento.
No evento, foram ressaltados aspectos fundamentais para a competitividade das gráficas modernas, como qualidade total, produtividade e confiabilidade. “Ficamos impressionados com a quantidade de participantes e nível de interesse sobre os assuntos apresentados. Esse interesse foi ilustrado, inclusive, por clientes de Santa Catarina e do interior do Paraná”, comentou Adair Zanatto, presidente e proprietário da Zanatto Soluções Gráficas.

Falência



A atual situação da economia brasileira merece a atenção dos gestores e estrategistas das empresas. A economia se retrai e gera conjunturas desfavoráveis que afetam, de modo direto e indireto, a gerência de milhares de empresas, ameaçando a sua sobrevivência e sua gestão. É necessária muita atenção na hora de analisar a recuperação de uma empresa, e apenas especialistas em gestão de crise e planejamento podem avaliar exatamente quais os riscos possíveis a fim de mitigá-los.
A Artur Lopes & Associados, consultoria na recuperação e consolidação de negócios, pode ser considerada a empresa que salva outras empresas de crises. Segundo Artur Lopes, advogado e consultor de gerenciamento, é um novo nicho que estão crescendo no mercado, o de empresas focadas no plano de negócios e avaliação de riscos para a recuperação e consolidação de negócios. “Nosso principal objetivo é evitar a derrocada de empresas e seus negócios. No momento atual de instabilidade, é muito importante uma empresa poder nos identificar como o meio de conseguir a recuperação na hora que entra em crise”, diz Lopes.
Para o consultor, a vida das empresas é desafiada também por episódios circunstanciais, tais como “modificação de tendências de consumo, modernização dos produtos ou meios de produção, imobilização de recursos, ausência de capacidade gerencial e/ou má administração, ingresso de novos concorrentes no mercado, entre outros”. Muitos são os fatores que podem dar fim à tranquilidade financeira de uma companhia e a Artur Lopes & Assessoria atua no auge do problema.

Quando o caos já está instalado na empresa, é importante ter uma visão parcial do problema. Os especialistas da equipe permanecem então alocados na empresa em questão a fim de reorganizar o plano operacional, em todas as esferas – desde as áreas financeiras e econômicas até os recursos humanos. Com a correta interpretação dos problemas que deram origem à crise e dos que a sucederam, o processo produtivo é entendido como um todo e, se bem ajustado, permite modificações estruturais que vão consolidar os negócios e até ampliar seu potencial.

A onipresente impressão


                                                                    Por Fábio Sabbag* 

Recentemente, tivemos a honra de receber um convite da Ferag AG para conhecer o lançamento de uma tecnologia para a linha de acabamento voltada ao segmento de jornal. 

Fomos para a Suíça acompanhar a novidade e de quebra antecipar aos leitores da GRAPHPRINT, em primeira mão, os fatos que agregam valor à indústria gráfica. Leia a matéria com a Ferag AG adiante.

Particularmente, vários outros detalhes chamaram minha atenção. A quantidade de impressos que circunda o cotidiano dos suíços, especificamente, é um deles. No metrô suíço, por exemplo, há jornal em (quase) todos os assentos. 

Parece até que alguns jazem já lidos, mas ressuscitam a cada estação, ao serem abertos por mãos inéditas. É contínuo o cotidiano de leitura no país dos estupendos Alpes suíços. Considerado geograficamente pequeno, lá há mais de 40 jornais, editados em alemão, italiano, francês e romanche. 

É leitura que não acaba mais. Qualquer semelhança com a máxima qualidade de vida não é mera coincidência.                                             

Assim como no mundo inteiro, há no transporte de ônibus suíço aquelas alças que deslizam pelas barras de ferro e dão segurança aos passageiros que estão em pé. Foi nelas que as agências descobriram uma forma de comunicação. 

Logo acima do apoio das mãos criaram um compartimento acrílico que recebe ação promocional impressa – eu escrevi impressa – que se fixa praticamente na altura dos olhos da população. Sinceramente, todas as vezes que usei o transporte público na Suíça li, reli e decorei a propaganda que, no caso, falava de uma grande rede de escola de idiomas. 

Assim, assado, cozido e frito, conseguiram desenvolver uma eficaz estratégia de marketing que tem como núcleo a impressão dos cartões. 

Certamente, as gráficas locais não estão reclamando.

Na rodoviária de Zurique fiquei espantado (positivamente) com o volume de material impresso disponível para nortear o turista. Há desde panfletos sobre museus e afins até livros com as impressões da cidade. Todo e qualquer bilhete vem acompanhado de impressão, em dois ou mais diferentes formatos.

Já no supermercado, quando a fome apertava, o encontro com a impressão não cessava. 

Nas cestas de compras figuram impressos semelhantes ao fundo de bandeja de grandes redes de fast food. Toda vez que voltava à cesta para colocar aquele queijo suíço, acompanhado da barra de chocolate, tinha contato visual com a marca exposta. 

De maneira impressa, friso. As embalagens, então, são avassaladoras, conquistam o coração (ou o bolso) mais durão. Para não perder o embalo do setor, temos nesta edição uma reportagem com os fabricantes de impressoras para esse nicho.     

Os cardápios, um show à parte. Bem planejados, já convergiram apresentando, por exemplo, a realidade aumentada como ferramenta. 

Em muitos casos, ao abri-lo pude conhecer o prato pronto em 3D.  Um dia, creio, chegaremos ao olfato. Assim, a viagem prosseguiu com a impressão de não chegar ao fim.

Foram essas e outras inúmeras ocasiões vividas lá que, sinceramente, no Brasil não me lembraria da onipresença da indústria gráfica. 

Por onde andei, dessa vez tive a oportunidade de conhecer a Suíça e a Itália, tive o prazer de recordar meu ofício que é trazer a você as possibilidades criadas e aquelas que podem ser desbravadas. Concluo que ainda temos muitos substratos para imprimir. E as novas mídias pululam incessantemente; leia, também, a matéria exclusiva na edição: http://www.graphprint.com.br/edicao/137/

A ExpoPrint, por exemplo, já deve estar aquecendo os motores dos expositores. Teremos grandes lançamentos e soluções para sacudir e levantar a poeira de alguns nichos.

Sendo assim, quem conseguir manter a direção, entretanto sujeito a trovoadas e tempestades, sairá fortalecido. 

Velhos ditados são bons argumentos: depois da tempestade vem a bonança. 

Tenho a impressão que é sempre assim.  

Leia a edição de outubro: http://www.graphprint.com.br/edicao/137/
  
Em tempo: Notou o laço rosa na capa? O movimento popular Outubro Rosa é internacional e sua cor  simboliza um alerta às mulheres para que façam o autoexame. Fica o alerta da GRAPHPRINT para todas as mulheres em especial àquelas que fazem a nossa indústria bem mais alegre e colorida.  

Saudações GRAPHPRINTENSES!

*Editor da Revista GRAPHPRINT                
         
       

                                                  

Feira Signs Nordeste 2013 comemora bons resultados


Com uma visitação de 5.400 profissionais da indústria gráfica e de comunicação visual, a “Signs Nordeste – Feira de Equipamentos e Serviços para Impressão Digital, Sinalização e Serigrafia”, feira realizada de 29 de outubro a 01 de novembro, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza (CE), comemora o sucesso de sua segunda edição e anuncia a data do evento no próximo ano: a “Signs Nordeste” será realizada de 14 a 17 de outubro de 2014, no mesmo local.


Hélvio Roberto Pompeo Madeira, diretor-presidente da FCEM – Feiras, Congressos e Empreendimentos declara: “Estamos muito satisfeitos com os resultados da edição 2013 da ‘Signs Nordeste’, que consolida o evento como o principal da região Nordeste para este importante segmento de comunicação visual e indústria gráfica. E para a edição 2014 teremos muitas novidades, como a realização do ‘I Fórum Acrílico Norte Nordeste’ em parceria com o indac – Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico.”

“A realização da primeira edição do ‘Fórum Acrílico Norte Nordeste’, em parceria com o indac – que já realiza o evento em São Paulo –, será um diferencial na programação paralela da feira que, além de expor e gerar vendas de produtos, tem também o papel de divulgar conhecimento técnico para os profissionais do setor”, acrescenta Madeira.

Na edição 2013, o indac – Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico participou institucionalmente do evento e João Orlando Vian, consultor executivo do Instituto, está otimista, pois o mercado de comunicação visual do Nordeste ainda é pouco explorado pelo acrílico e oferece grande potencial. Sobre a parceria com a “Signs Nordeste 2014”, a ideia é que, a partir da realização do “I Fórum Acrílico Norte Nordeste”, seja montada uma ilha do acrílico com empresas associadas ao indac. 



Um dos destaques da “Signs Nordeste 2013” foi o “II Seminário Norte Nordeste para indústria gráfica e digital”, que reuniu palestras técnicas que apresentaram novos materiais e técnicas de aplicação e serviços que podem ser incorporados pelas empresas das áreas gráfica e de comunicação visual. 

Ampla indica Water Vision para participar da reunião da câmara setorial de máquinas e equipamentos gráficos da Abimaq

Para ficar por dentro do que está acontecendo com o mercado da comunicação visual, a cada reunião da Câmara Setorial de Máquinas e Equipamentos Gráficos (CSMEG), da ABIMAQ, um associado indica um cliente para participar do encontro com informações sobre o seu mercado de atuação e expectativas futuras.

Na reunião que acontecerá no dia 8 de novembro, o indicado é Luiz Monzillo, da Water Vision. A sugestão partiu do vice-presidente da CSMEG e gerente de Comércio Exterior da Ampla, Ricardo Lie.


A Water Vision, parceira da Ampla, atua há 18 anos no mercado de comunicação visual em São Paulo. A reunião acontecerá na seda da Abimaq localizada na Av. Jabaquara, 2925 - São Paulo (SP) , às 14h30. 

Você considera seu fornecedor um parceiro?

Por: Erick Pedretti Nobre*

Nos anos 80, o Japão criou o conceito “Just in Time”, que na tradução livre é “Na Hora Certa”. Trata-se de um sistema de administração da produção que determina que nada deve ser produzido, transportado ou comprado antes da hora exata, isto é, o produto ou matéria-prima chega ao local de utilização somente no momento exato em que for necessário, ou seja, os produtos somente são fabricados ou entregues a tempo de serem vendidos ou montados. 

Não existe estoque parado.

Nos últimos quinze anos, a demanda cada vez maior pela busca da qualidade, além de preços cada vez mais competitivos fez com que a distância entre o cliente e o fornecedor diminuísse cada vez mais, tornando o diálogo entre os dois mais efetivo e dinâmico.

Atualmente não há como uma empresa isolada ser competitiva em um mundo cada vez mais globalizado. O empreendimento faz parte de uma cadeia de compradores e fornecedores, cujo objetivo é a satisfação dos consumidores. É frequente a criação cada vez mais de processos para melhorar esse laço entre cliente e fornecedor.

Os fornecedores são partes fundamentais em todo o processo, pois são eles que fornecem os insumos necessários para que a empresa venda seus produtos e serviços. Portanto, se faz necessário selecionar e avaliar muito bem os abastecedores para que se possa garantir a qualidade das matérias-primas fornecidas por eles.

A abertura do comércio para as empresas estrangeiras gerou aumento da competitividade internacional. Por isso, ter um excelente fornecedor não é mais suficiente para que se tenha uma operação com qualidade e baixo custo de forma competitiva. Neste contexto, estamos falando do “fornecedor-parceiro”, que é o provedor que não enxerga somente a venda de curto prazo, mas sim ajuda a entender as necessidades dos seus clientes e ajuda a criar demandas que talvez você não enxergue.

O fornecedor, além de parceiro, é parte da sua empresa onde tem profissionais trabalhando para fornecer serviços e produtos de qualidade que posteriormente serão comprados por seus clientes finais, tendo que gerar lucros para ambas as empresas. Um dos maiores desafios de um gestor é conseguir estabelecer uma relação de parceria com profissionais e empresas envolvidos direta ou indiretamente nos projetos.

Quando pensar em criar uma parceria, é importante estabelecer um ponto único de contato, pois quando se tem diversos parceiros para resolver um determinado problema podem acontecer coisas embaraçosas. A clareza nas responsabilidades é fundamental para evitar o famoso jogo de empurra, que poderão ser perdidas horas para solucionar o problema. Um parceiro que possa lhe ajudar em várias camadas é sempre uma decisão inteligente.

Qualquer parceria de longo prazo requer que cliente e parceiro se conheçam muito bem, inclusive as limitações de cada um. Entender o negócio de cada parte é fundamental para que possíveis ajustes sejam realizados a tempo, evitando constrangimentos futuros no cliente final. 

É importante estarem intimamente alinhados nos projetos para que no final de cada operação, o sucesso seja comemorado por todos. Os fornecedores muitas vezes trabalham para cumprir um acordo ao pé da letra. Já os parceiros de negócios estão dispostos a fazer o que for preciso para a parceria dar certo.

Voltando ao mercado de tecnologia, ainda vejo muitos clientes comprarem a solução mais barata, sem levar em consideração o pós venda, isto é, todo o suporte necessário para a correta implementação, possíveis suportes técnicos caso haja algum problema, incluindo trabalhos nas madrugadas para que seus clientes não sejam prejudicados com a ausência de seus serviços.

A ideia do “Bom Bonito Barato” nem sempre se traduz em sucesso quando falamos em serviços críticos do negócio da empresa. Imagine uma empresa financeira, por exemplo, uma corretora de valores, onde os clientes compram e vendem milhares de ações a cada milésimo de segundos. E se a rede da corretora fica fora do ar por 5 minutos? Ainda há quem pense: “cinco minutinhos não tem problema”. Fale isso para um CIO de uma corretora de valores.

Segundo o Financial Times, foram necessários apenas 45 minutos para que um defeito na rede de serviços, responsável por automatizar as transações na Bolsa da Knight Capital, gerasse um prejuízo de U$ 440 milhões. A Knight Capital é uma das principais empresas do segmento de transações eletrônicas de alta frequência, que se utilizam de supercomputadores e de algoritmos matemáticos para lucrar com possibilidades mínimas de ganho em casas decimais, que surgem em fração de segundos na Bolsa. O prejuízo é quase duas vezes a receita gerada pela empresa no segundo trimestre de 2012 e eliminou 75% de seu valor de mercado em 24 horas.

O banco suíço UBS teve prejuízo superior a US$ 350 milhões com problemas semelhantes durante a oferta pública de ações do Facebook, em maio de 2012. A Bolsa Bats, especializada em transação de grandes lotes de ações, viu-se forçada a cancelar sua abertura de capital em março, depois de passar por problemas técnicos em sua infraestrutura de comunicação de dados.

Executivos de salários elevados estão sendo demitidos, e as companhias financeiras têm investido quantias cada vez maiores em sistemas sofisticados de tecnologia da informação. O seu sucesso é consequência do sucesso de todos os parceiros envolvidos em um projeto. 

Por isso, cultive o bom relacionamento entre as duas partes.

Dessa forma, compartilhe informações com seus principais fornecedores, para que eles também obtenham melhorias em seus negócios e repassem essas melhorias para a sua empresa. Isso garante a competitividade de ambas as empresas no médio e longo prazo.

Lembrem-se: a qualidade de seu produto começa no seu fornecedor. Comprador: tenha parceiro de negócios e não apenas um fornecedor de produtos ou serviços.


*Especialista em segurança da informação, gerenciamento, wireless, e Account Manager da empresa CYLK

Redes sociais como canal de venda

Não dá para abraçar todas as redes. Identifique onde está em maior número o seu público-alvo e centralize os esforços e investimentos. Lembre-se que não estamos lidando com uma “rede mundial de computadores”, mas com uma “rede mundial de pessoas”, interligadas através de computadores. São os humanos que agem, espalham informações e compram
É inegável que as redes sociais são um caminho interessante e viável para a comunicação entre empresas e consumidores. Twitter, Orkut, Facebook, Unik, Badoo, Hi5, Quepasa e muitas outras fazem parte do boom das redes sociais. O diferencial agora é vender por meio delas   

É até difícil para o usuário de internet gerenciar suas redes de relacionamentos, já que a todo o momento chegam “convites” para participar de uma rede nova. Como ter tempo para, rotineiramente, interagir com todas elas? Impossível para a maioria. Ao mesmo tempo, imagine para as empresas. Como participar deste mundo relativamente novo sem se perder em estratégias ou mesmo sem perder tempo e dinheiro? Como lançar ações que tragam resultados reais? Como convertê-las em ganho de imagem e, principalmente e diretamente, em vendas? Você está realmente na posição de um gerente de mídias sociais.





Consumidor

É movido por interesses. A pergunta-chave que ele faz é: “O que vou ganhar com isso?” Identifique e deixe claros os motivos (que devem ser realmente interessantes e viáveis) para que participem da ação, façam indicações, comprem etc.

A forma de se relacionar e consumir tem as suas peculiaridades inerentes ao meio em que eles estão interligados (real ou virtual). Entretanto, cultura, criação, regionalização, gostos, família, amigos, medos, carências, modismos, referências e sentimentos fazem parte e participam também de vida “virtual”.

Ou seja, a sua vida “real” está intimamente ligada a sua vida “virtual”, uma influenciando diretamente a outra. Devemos tratar nossas ações pensando na interligação e influências das ações nos dois mundos e não de forma independente.

Busque o paralelo entre as duas “vidas”. Muitos “tímidos” são extremamente ousados por trás dos computadores. Procure saber quais os seus hábitos e personalidades nos dois mundos.
Lembre-se que o consumidor sempre quer ser acolhido, entendido, valorizado e destacado, não importa o “ambiente” onde estiver.

Comunicação

Verifique quais assuntos e comunidades que tenham relação com seu produto ou serviço são mais importantes dentro de cada rede social. Foque a comunicação.

Utilize-se dos principais “personagens” de cada rede. Eles podem ser seus garotos e garotas-propaganda no mundo virtual (multiplicadores e incentivadores de compras).

Não vamos esquecer as lojas físicas (apesar da dificuldade com relação à equipe, são ótimas possibilidades de contato com o público) e a mídia tradicional para divulgar e incentivar aos clientes a tornarem-se “amigos” nas redes.
Crie formas de incentivar a multiplicação e que sejam atreladas a sites ou hotsites que possam “construir” cadastros. 

Existem sistemas nos quais o usuário consegue “importar” seus contatos das principais redes.
Tome cuidado para não saturar o consumidor com mensagens e ações. Envie somente para os que se tornaram “contatos” da empresa e não utilize spam (por e-mail ou via redes). Isso vai prejudicar a credibilidade da sua empresa. Estamos criando fidelidade de relacionamento e, por consequência, vendas.

Vendas

Considere usar sorteios e ações específicas para cada tipo de rede. Prepare cupons e tickets para incentivar as vendas no e-commerce ou lojas físicas (impressos, Bluetooth, SMS etc.), mas só se o prêmio for bom. O marketing nas mídias sociais passa por aí.

Utilize-se de promoções “relâmpago”. O medo da perda continua sendo um grande aliado.

Dê prêmios e benefícios ao internauta que ajudou a vender

A estratégia do “amigo premiado” aqui também funciona. Quem inserir um banner, mandar mensagens ou outras ações em prol da empresa pode ser selecionado para ganhar prêmios a qualquer momento.


Com estas dicas, as empresas, com certeza, podem potencializar, e muito, os resultados com as redes sociais. Sejamos estratégicos, criativos e ousados, sempre com responsabilidade.

Governo reduz compras de livros


O governo federal está comprando um volume menor de livros didáticos para o Ensino Fundamental - do 1º ao 9º ano. Mas a maior parte das editoras conseguiu compensar essa perda, uma vez que vendeu, pela primeira vez neste ano material digital - como DVDs e vídeos - para as escolas públicas

Em 2012, o Ministério da Educação (MEC) comprou 30,5% a menos de livros destinados ao Ensino Fundamental I (1º ao 5º ano) e neste ano um volume 8% menor de obras do Ensino Fundamental II (6º ao 9º) em relação aos programas anteriores equivalentes. O programa brasileiro de distribuição de livros é um dos maiores do mundo.

A queda no número de livros para abastecer a rede pública deve-se, basicamente, a três fatores: taxa de natalidade em queda, transferência de crianças a escolas privadas e, em menor escala, compra de apostilas por parte de prefeituras. "Houve uma diminuição na quantidade de livros por causa da estabilização do Censo Demográfico Escolar", diz Rafael Torino, diretor de ações educacionais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão ligado ao MEC.

O censo escolar considera a taxa de natalidade, que está em queda no país. Além disso, o número de alunos também é menor porque, nos últimos anos, o governo vem corrigindo a duplicidade de matrículas. O aumento na renda de boa parte da população, em especial na classe média, também ajudou a formar esse cenário: os filhos saíram da rede pública e foram estudar em escolas particulares. Nos últimos cinco anos (2007 a 2012), o número de alunos nas escolas públicas caiu 9,5%, para 42,2 milhões - esses dados consideram a educação básica (que inclui todo o ciclo escolar, do infantil ao médio). Em contrapartida, no período de 2007 a 2011, houve um aumento de 30% das matrículas em colégios privados. São 8,3 milhões de estudantes na educação básica particular.

Em 2014, o governo também vai reduzir o volume dos livros didáticos do ensino médio. O número de páginas de um livro dessa faixa escolar terá, no máximo, 400 páginas. Hoje, algumas obras chegam a ter 800 páginas. Os dados do MEC mostram que mesmo com uma encomenda menor de livros do ensino fundamental II, as editoras compensam as perdas com a venda de material pedagógico digital, usado como complemento para as aulas. Neste ano, as compras para as escolas públicas somaram R$ 1,1 bilhão, um incremento de 28%. Esse valor considera material para toda a educação básica, com maior fatia para estudantes do 6º ao 9º anos. O aumento na demanda pelos sistemas de ensino (ou apostilas) também contribui para compras menores de livros por parte do MEC. Várias prefeituras, principalmente, do interior de São Paulo, Sul e Centro-Oeste, compram apostilas para suas escolas.

"A partir deste ano, as escolas públicas que compram sistemas de ensino foram obrigadas a informar ao governo a adesão a esse tipo material. Com isso, o governo deixou de enviar livros didáticos para essas escolas que, até então, trabalhavam com os dois materiais", disse Manoel Amorim, presidente da Abril Educação, dona das editoras Ática e Scipione. A Scipione foi a mais afetada neste último programa do governo. As encomendas da editora tiveram uma queda de 66,6% em relação ao programa anterior. "O principal motivo para a queda foi a reprovação dos nossos livros de inglês. Em 2011, vendemos 12 milhões de livros de idiomas. Mas ainda assim, tivemos queda também na venda de livros de outras disciplinas", disse Amorim. Uma das editoras que ocuparam o espaço perdido pela Scipione na área de idiomas foi a FTD.

"Mesmo com a redução nas compras do governo, conseguimos fechar vendas de 30 milhões de exemplares, um aumento de 16%", disse Antonio Luiz Rios, diretor superintendente da FTD, cujo contrato com o MEC neste ano somou R$ 188,8 milhões. "Da nossa produção total, 80% é para o governo. Mas em relação ao faturamento, 55% vêm das vendas no mercado privado", diz Rios, ao observar como são acirradas as negociações com o MEC. O preço médio do exemplar da FTD vendido ao governo na semana passada, para o Ensino Fundamental, foi de R$ 6,61. As editoras também já estão se planejando para 2014, quando o MEC pretende comprar livros do Ensino Médio em papel e no formato digital. O professor é quem define qual tipo pretende usar. "Para as editoras não haverá perdas porque haverá uma compensação com os livros digitais, que terão uma remuneração diferenciada", disse Torino, do FNDE.

Fonte: Valor Econômico

Plano Nacional do Livro e Leitura deve virar lei na Câmara dos Deputados*     

O brasileiro lê, em média, quatro livros por ano – menos da metade do que é lido, por exemplo, em Portugal, onde a média é de 8,5 livros por ano. O dado é apontado na pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, divulgada em março deste ano e revela um decréscimo do número de livros lidos pela população, que em 2007 era de 4,7 livros por ano. Para debater a importância de políticas públicas que incentivem a leitura e democratizem o acesso ao livro, as comissões de Educação e de Cultura realizaram uma audiência pública na Câmara dos Deputados.

O debate apontou para a necessidade de transformar em lei o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), desenvolvido pelos ministérios da Cultura (MinC) e Educação (MEC) desde 2006. Para tanto, a coordenadora da Frente Parlamentar Mista do Livro e Leitura e idealizadora da audiência, deputada Fátima Bezerra (PT/RN), lançou manifesto durante o encontro para que o Executivo envie ao Congresso um projeto de lei (PL) sobre o assunto. A ideia é colher assinaturas até o fim do mês, quando a parlamentar entregará o documento à ministra da Cultura, Marta Suplicy.

“Demos mais um passo para fomentar, institucionalizar e fortalecer uma política pública que considero estratégica. É fundamental que o acesso ao livro seja encarado como política de Estado. Vamos fazer andar o projeto sobre o fundo setorial do livro, leitura e literatura; vamos cobrar do governo o envio dos projetos que institui o PNLL como lei, e que cria o Instituto Nacional do Livro, da Leitura e da Literatura”, enfatizou Fátima Bezerra.

Para o secretário executivo do PNLL, José Castilho, além de tornar o plano uma política de Estado, é esse tripé que fará a diferença para a democratização do acesso ao livro e fortalecimento da leitura. Segundo ele, não há divergências em relação à necessidade de tornar o Brasil um país de leitores, mas reforçou que, ao mesmo tempo, a inexistência de políticas públicas fragiliza as iniciativas. “Não podemos ficar à mercê das mudanças de governo. O Estado funciona com marcos legais e investimentos. E essa lei vai balizar o restante das nossas necessidades. O projeto está pronto e acredito que muito em breve deve chegar ao Congresso Nacional.”

Fabiano dos Santos, diretor do Livro, Leitura e Literatura do MinC, reforçou a importância da institucionalização do plano. Segundo ele, até agora o que se construiu foi uma política de livro, não de leitura, “e esta precisa avançar”.
“Talvez seja a hora de termos o PAC da formação das pessoas”, destacou o deputado José Stédile (PSB/RS), em referência ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) desenvolvido pelo governo federal desde o governo Lula. Stédile reforçou a falta de interesse de prefeituras em investir em bibliotecas, diminuindo o acesso à leitura da população que não tem recurso para adquirir livros.

Boas práticas

Em contrapartida, várias experiências independentes de incentivo à leitura são realizadas Brasil afora e duas delas foram apresentadas durante o debate. São bibliotecas comunitárias implantadas em escolas pelo Instituto Ecofuturo e as oficinas e rodas de leitura promovidas pela organização Vaga Lume em comunidades tradicionais e rurais na Amazônia Legal.

Mas trabalhos independentes, muitas vezes, encontram barreiras. A falta de metodologia para avaliar os resultados obtidos nas oficinas e rodas de leitura da Vaga Lume, por exemplo, tem sido um obstáculo para o avanço do trabalho. A historiadora Sylvia Guimarães, uma das idealizadoras do projeto, aproveitou o debate para pedir aos parlamentares e aos membros do Executivo que olhem para essas iniciativas e pensem, por exemplo, editais e políticas que contemplem quem tem know-how. Também sugeriu à academia que faça parcerias com essas instituições para que pesquisas sobre resultados obtidos, por exemplo, possam ser realizadas.

Patrícia Lacerda, do Instituto C&A, uma das parceiras das escolas comunitárias do Instituto Ecofuturo, lembrou que se tem pouco tempo até a próxima eleição e que é preciso agilidade na formulação e aprovação dessa lei que torne livro e leitura políticas de Estado.
Levar esse debate para a ponta também foi uma demanda apresentada. Ruivo Lopes, integrante da Rede de Saraus da Periferia, de São Paulo, destacou que o PNLL pode salvar vidas nas periferias das cidades. “Com o acesso à leitura, a gente pode mudar o futuro dos jovens da periferia, a gente pode mudar a cara do mapa da violência desse País”, disse.

*Fonte: Câmara dos Deputados e Blog do Galeno 

FNDE compra 137,8 milhões de livros didáticos para 2014

O valor médio de cada livro ficou em R$ 7,63. A negociação leva em conta as tiragens totais, as tiragens médias e o número de cadernos tipográficos de cada editora (cada conjunto de 16 páginas no miolo do livro), que tiveram preço médio de R$ 0,4255

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) investirá R$ 1,127 bilhão na aquisição de livros didáticos impressos, versões acessíveis e objetos digitais de apoio ao ensino que serão utilizados na educação básica pública a partir do próximo ano letivo.

No total, serão comprados 137,8 milhões de exemplares, de 25 editoras, para os ensinos Fundamental e Médio.

Foram adquiridas obras de todas as disciplinas para todos os alunos dos anos finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano), num total de 75,6 milhões de exemplares, e mais 62,2 milhões de unidades de reposição e complementação para os anos iniciais do Ensino Fundamental e Ensino Médio. No total, o governo federal adquiriu 2.511 títulos para as duas etapas de ensino.

A partir da assinatura de contrato com o FNDE, as editoras começarão a produzir os livros que serão entregues nas escolas públicas de todo o país antes do começo do ano letivo de 2014. Cada exemplar deve ser aproveitado por três anos, sendo passado de um estudante a outro ao final de cada período letivo. 

A exceção fica para os livros consumíveis de alfabetização dos anos iniciais do Ensino Fundamental, mais filosofia e sociologia do Ensino Médio, e também língua estrangeira dos dois níveis, que não precisam ser devolvidos.